domingo, 25 de janeiro de 2026

HÁ MALES QUE VÊM PARA NOSSO BEM – I

Um fazendeiro tinha um filho que gostava muito de domar cavalos. O jovem era hábil na lida com os animais e muitas pessoas das redondezas traziam seus cavalos para que ele os amansasse. 

Porém, certo dia, ao montar em um cavalo bravio, o jovem foi jogado ao chão e teve sua perna esmagada pelo animal. Foi socorrido a tempo e sua perna foi salva. Todavia, os médicos foram taxativos: ele nunca mais poderia se dedicar à doma de cavalos. 

Aquela notícia arrasou o rapaz. Sua vida estava perdida! O que faria agora? 

Revoltou-se contra tudo e todos e ficou muito furioso. 

Seu pai, todavia, tentou consolá-lo: 

- Filho, não fique triste. Há males que vêm para nosso bem. Quando Deus fecha uma porta, Ele abre uma janela. 

O jovem não deu ouvidos às palavras do velho pai. Trancou-se no seu quarto e passou dias a fio sem comer ou falar com pessoa alguma. 

Os meses foram passando e ele viu que gostava de lidar com números. Um velho livro de matemática caiu em suas mãos e ele se interessou pelas equações e polinômios. 

Passava horas e horas lidando com aquelas complicadas expressões. E decidiu-se: queria ser professor. 

Quando ia prestar os exames para entrar na universidade, estourou a guerra. Houve uma convocação geral de todos os jovens aptos para defender a pátria. Seus amigos e vizinhos foram obrigados a se alistar. Como ele tinha um problema na perna, acabou sendo dispensado. 

O tempo foi passando. 

O jovem estudava na universidade, enquanto a guerra crescia em fúria e violência. E chegavam notícias tristes: seus amigos e vizinhos morriam nos campos de batalha. 

Então, ele recordou-se daquilo o que seu velho pai lhe disse: se não sofresse aquele acidente e machucasse seriamente sua perna, com toda a certeza, seria chamado para lutar. E, talvez, perecesse no conflito. 

O jovem se formou e tornou-se um professor dedicado. E quando, ele teve seus filhos ensinou-lhes esta lição: quando Deus fecha uma porta, Ele abre uma janela! 

Deus escreve certo por linhas tortas. Adágio Popular

 

2010


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